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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Manifestantes pró-Rússia proclamam independência de região ucraniana


Os manifestantes pró-Rússia entrincheirados na sede do governo da região ucraniana de Donetsk proclamaram nesta segunda-feira a independência da zona, e convocaram a realização de um referendo de adesão à Rússia para 11 de maio.

Após anunciar a criação da República Popular de Donetsk, que fica na fronteira com a Rússia, os manifestantes solicitaram ajuda de Moscou para resistir ao governo de Kiev.

Fonte: EFE

domingo, 6 de abril de 2014

Manifestantes pró-Rússia invadem prédio do governo no leste da Ucrânia


Dúzias de manifestantes pró-Rússia invadiram neste domingo um prédio do governo regional, em Donetsk, ao leste da Ucrânia, e içaram uma bandeira da Rússia.

Cidade do ex-presidente pró-Rússia Viktor Yanukovich, Donetsk, cuja maioria da população fala a língua russa, viu a tensão aumentar depois da deposição do ex-chefe de estado e da instalação de um governo pró-Europa em Kiev.

O leste manteve-se como o centro das tensões entre Ucrânia e Rússia, após a saída de Yanukovich do poder e o território da Criméia ter sido anexado pela Rússia.

Manifestantes pró-Rússia invadiram um prédio administrativo em Donetsk neste domingo e içaram uma bandeira da Rússia no segundo andar. Aproximadamente 1,5 mil protestantes que estavam em volta do prédio aplaudiram, gritando "Rússia".

Um repórter da Reuters disse que cerca de 500 policiais assistiam o protesto sem interferir.

Fonte: Reuters

sexta-feira, 28 de março de 2014

Embaixador da Ucrânia pede para que Brasil não fique "em cima do muro"


Em depoimento à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, nesta quarta-feira (27), em Brasília, o embaixador da Ucrânia no Brasil, Rostyslav Tronenko, cobrou que o governo brasileiro não se mantenha "em cima do muro" em relação à anexação da Crimeia, que era território autônomo ucraniano, à Rússia.

"O mundo e o Brasil devem ajudar a Ucrânia a enfrentar essa agressão flagrante. Pedimos que não fiquem em silêncio. A Ucrânia está pronta para dialogar e envolver negociadores internacionais, somos um povo de paz. Mas nunca vamos ceder e comprometer a nossa soberania. Ninguém está pedindo ao Brasil para comprar uma briga por causa da Ucrânia, mas não queremos que nosso parceiro estratégico fique em cima do muro, um país que pretende ocupar um lugar no Conselho de Segurança da ONU", afirmou o embaixador, em português -- Tronenko é casado com uma brasileira.

Esta não é a primeira vez que a Ucrânia apela para uma postura mais afirmativa do Brasil com relação ao caso. Em artigo publicado na imprensa brasileira, Rostyslav Tronenko pediu que o Brasil não fique em silêncio diante da anexação da Crimeia pela Rússia.

"Se isso for feito com a Ucrânia, qualquer coisa pode ser feita para qualquer outro país. Se for permitido que isso aconteça, então não existem regras e não há leis", escreveu.

Em entrevista ao UOL no último dia 8, Tronenko chegou a declarar ter "esperança de que Brasil também apoiará as aspirações do povo ucraniano para buscar a solução pacífica do conflito" -- algo que não aconteceu.

'Brics' motiva silêncio do Brasil

A última manifestação da diplomacia brasileira sobre o assunto foi na última quarta-feira (19), em nota protocolar afirmando que a crise deveria "ser equacionada pelos próprios ucranianos". A posição foi reforçada, no mesmo dia, pelo chanceler Luiz Alberto Figueiredo em Paris.

O argumento do Itamaraty para o silêncio diante da maior crise entre Ocidente e Moscou desde o fim da Guerra Fria é o de que o Brasil não costuma interferir em impasses políticos de outros países.

Mas, segundo especialistas ouvidos pela agência de notícias alemão Deutsche Welle, a posição brasileira reflete interesse político e econômico maior e tem como pano de fundo a estreita ligação do Brasil com a Rússia e com o grupo dos Brics (bloco de cooperação política formado por Brasil, Rússia, Índia e China).

"O Brasil está invocando uma noção vaga de 'não ingerência', um posicionamento que apresenta claras incongruências com o que o Brasil desempenhou em crises na América Latina, além de uma inflexão quanto ao papel que projetava para si durante o governo Lula", opina Marcos Troyjo, diretor do BricLab da Universidade de Columbia (EUA) e professor do Ibmec/RJ.

O especialista diz ainda que o Brasil, não apenas pela crise na Crimeia, vem perdendo brilho no cenário internacional. Há, para ele, percalços que abrangem três campos das relações internacionais: o econômico-comercial, o político-militar e o dos valores. E as consequências, afirma, são grandes: o "soft power" brasileiro irradia com menos força.

Fonte: JusBrasil / UOL

quarta-feira, 26 de março de 2014

Bandeira russa já é vista em todas as unidades e navios ucranianos na Crimeia


A bandeira da Rússia já foi hasteada em todas as unidades militares ucranianas e navios de guerra da Marinha da Ucrânia na Crimeia, anunciou nesta quarta-feira o chefe do Estado-Maior russo, Valeri Gerasimov.

"No dia 26 de março, as bandeiras da Federação Russa foram hasteadas nos 193 destacamentos militares e sedes administrativas das Forças Armadas da Ucrânia na Crimeia", disse o general russo aos jornalistas.

O caça-minas "Cherkassy", preso nas águas do lago Dozuzlav de onde não pôde sair para o mar aberto depois que os russos afundaram três embarcações suas para impedir sua passagem, foi o último navio de guerra ucraniano a cair nas mãos dos russos no final da noite de ontem depois de uma invasão que durou mais de duas horas.

Após repelir várias tentativas de invasão e tentar inclusive atravessar um corredor estreito entre os navios russos afundados, o "Cherkassy" foi tomado ontem à noite pelas tropas russas.

A invasão do caça-minas começou com a perseguição e assédio, por mais de uma hora, de dois helicópteros e três lanchas russas, de onde foram efetuados disparos de metralhadora na água para intimidar a tripulação do navio ucraniano.

O "Cherkassy" se defendeu com bombas de fumaça para despistar os russos, além de explosivos e jatos d'água, explicou o tripulante de patente mais alta da embarcação, Alexandr Gutnik, que informou por telefone ao jornal digital "Ukrainskaya Pravda", em tempo real, os detalhes da invasão.

Os russos obrigaram finalmente a tripulação, formada por 61 pessoas, a ancorar o navio depois de explodir várias granadas contra o casco da embarcação, fazendo com que os marinheiros tivessem que se refugiar na sala de comando.

Os tripulantes se renderam pouco depois, quando um numeroso grupo de forças especiais abordou o "Cherkassy" em três lanchas rápidas russas.

"Acabou. Fomos invadidos. Ninguém da tripulação sofreu ferimentos. Não nos agrediram, estamos todos bem", disse Gutnik três horas depois do início do ataque.

Construído em 1977, o caça-minas tem 61 metros de comprimento, está equipado com canhões, peças de artilharia antiaérea e metralhadoras.

A Rússia anunciou hoje que os militares ucranianos alocados na Crimeia começarão a deixar a península nesta quarta-feira e o farão em um trem, sem seus armamentos e equipamentos.

A Ucrânia, que ordenou a retirada de suas tropas da Crimeia há dois dias quando já tinha perdido praticamente todas as suas unidades e navios na península, negociou até o último momento a possibilidade de sair com seus armamentos, veículos e equipamentos.

O ex-ministro da Defesa ucraniano, Igor Teniukh, garantiu ontem, antes de apresentar sua renúncia, que os 4 mil soldados ucranianos que desejam continuar a serviço da Ucrânia (de um total de quase 19 mil) deixariam a Crimeia com todo o seu equipamento.

A maior parte dos destacamentos, bases e navios de guerra que se mantiveram leais a Kiev foram invadidos e tomados pelas forças russas desde o último sábado, em meio à absoluta inoperância da cúpula militar e política do país, denunciada como negligente por muitos oficiais ucranianos.

Pelo menos cinco oficiais ucranianos, entre eles o comandante adjunto da Marinha da Ucrânia para a defesa do litoral, o general Igor Voronchenk, foram detidos pelas autoridades da Crimeia por oferecerem resistência aos russos.

Fonte: EFE

sábado, 8 de março de 2014

Avião ucraniano de patrulha é alvejado perto da Crimeia


Um avião de controle de fronteira da Ucrânia foi alvejado enquanto sobrevoava nesta sábado uma área perto da fronteira administrativa com a região da Crimeia, que está sob controle da Rússia, informou a guarda de fronteira ucraniana.

Ninguém ficou ferido quando homens abriram fogo contra a aeronave desarmada, disse um porta-voz. O avião leve Diamond tinha três tripulantes a bordo em uma missão de observação, acrescentou o porta-voz.

Forças russas tomaram o controle da Crimeia na semana passada. Separatistas pró-Moscou declararam a região parte da Rússia e marcaram um referende para o dia 16 de março para confirmar a adesão.

O governo russo afirma que não enviou tropas para a Crimeia além das que já possui normalmente na frota do mar Negro, uma declaração ridicularizada pelo Ocidente.

Fonte: Reuters

sexta-feira, 7 de março de 2014

Canadá dá 24 horas a nove soldados russos para abandonarem o país


O governo do Canadá deu 24 horas de prazo para que nove militares russos, que participam de programas de treinamento no país, deixem o território canadense, depois que o Executivo suspendeu na última segunda-feira a cooperação militar bilateral com a Rússia, informou nesta quinta-feira a imprensa local. A rede de televisão canadense CTV explicou nesta quinta-feira que os nove militares russos estão no Canadá porque participam de programas de cooperação entre as Forças Armadas dos dois países.

Seis dos militares estão na Escola de Comando e Recrutamento das Forças Canadenses na cidade de Saint-Jean-sur-Richelieu, nos arredores de Montreal, onde aprendem francês e inglês. Outros dois soldados se encontram na base de Gagetown, na província de Nova Brunswick, em um programa de treinamento, e o nono ensina russo para militares canadenses na capital Ottawa.

A decisão acontece depois que o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, anunciou na segunda-feira a suspensão de todas as atividades de cooperação entre as Forças Armadas canadenses e o Exército russo. "Esta manhã diz a ordem que todas as atividades bilaterais planejadas entre as forças canadenses e as russas sejam suspensas", disse então o primeiro-ministro.

Harper anunciou na quarta-feira também a retirada de seu país da Comissão Econômica Intergovernamental Canadá-Rússia, estabelecida para promover as relações econômicas entre os dois países e o envio de dois observadores militares à missão que a Organização para a Cooperação e Segurança da Europa (OSCE) enviará para a Crimeia.

Além disso, o Canadá aumentou nesta quinta-feira sua pressão sobre a Rússia ao afirmar que não reconhecerá o referendo anunciado pelas autoridades da Crimeia, pois considera a região como "ocupada", depois da intervenção militar russa nessa península ucraniana, um acontecimento que provocou uma crise de dimensões internacionais.

Fonte: CTVNews / Before It's News / Terra Notícias

quinta-feira, 6 de março de 2014

Apresentadora de TV russa pede demissão no ar por crise na Ucrânia


A apresentadora americana Liz Wahl, que trabalhava para a emissora de televisão estatal RT (Rússia Today), pediu demissão no ar nesta quarta-feira (5). No estúdio em Washington, ela anunciou que já não podia ser "parte de uma rede que encobre as ações de (Vladimir) Putin (presidente da Rússia). Estou orgulhosa de ser americana e acreditar na divulgação da verdade, e é por isso que, após esse noticiário, estou renunciando". Em entrevista ao site The Daily Beast, Wahl completou: "Ele realmente me fez sentir doente por trabalhar aqui".



Ela já planejava deixar a emissora há algum tempo, após ter sido repetidamente criticada por seus superiores. Segundo Wahl, a influência do Kremlin sobre RT é sutil, mas a administração manipula seus empregados, punindo aqueles que se desviam da narrativa determinada. "Para ter sucesso lá você não questiona".

Ainda segundo o The Daily Beast, na terça-feira, outra apresentadora da RT, Abby Martin, denunciou a invasão da Crimeia por Putin . "Eu não posso dizer o suficiente quão fortemente sou contra qualquer intervenção do Estado nos assuntos de uma nação soberana. O que a Rússia fez é errado", afirmou. Logo depois, os chefes de Martin disseram que ela seria enviada para a Crimeia, mas a apresentadora recusou.

"Eu só acho que é um absurdo estarmos a poucos quarteirões de distância da Casa Branca e tudo isso seja capaz de acontecer", finalizou Wahl.

Fonte: UOL

domingo, 2 de março de 2014

Ucrânia põe unidades militares em estado de alerta máximo


A Ucrânia pôs suas unidades militares em estado de alerta máximo por causa da situação na república autônoma da Crimeia, onde tropas russas tomam o controle de pontos estratégicos, informou neste sábado o ministro da Defesa ucraniano, Igor Teniuj.

Teniuj fez essa declaração durante uma reunião do Conselho de Ministros em Kiev, na qual assinalou que as tropas "estão prontas para defender suas unidades militares".

Fonte: EFE

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Ucrânia: A Batalha de Kiev em 71 fotos impressionantes

Seguem-se as fotos – corajoso testemunho de vários fotojornalistas que também arriscam a pele para estar no centro dos acontecimentos e fazer-nos chegar estas imagens impressionantes.

Foto: Louisa Gouliamak

Foto: Bulent Kilic

Foto: Baz Ratner

Foto: Emilio Morenatti

Foto: Reuters

Foto: Alexey Furman

Foto: Anatolii Boiko

Foto: Anatolii Boiko

Foto: Maks Levin

Foto: Efrem Lukatsky

Foto: Genya Savilov

Foto: Reuters

Foto: Sergei Chuzavkov

Foto: Sergei Supinsky

Foto: Reuters

Foto: Sandro Maddalena

Foto: Genya Savilov

Foto: Anatolii Stepanov

Foto: Efrem Lukatsky

Foto: Igor Kovalenko

Foto: Efrem Lukatsky

Foto: Anatolii Stepanov

Foto: Anatolii Boiko

Foto: Sergei Grits

Foto: Reuters

Foto: Sergei Grits

Foto: Reuters

Foto: Anatolii Boiko

Foto: Anatolii Boiko

Foto: Yury Kirnichny

Foto: Anatolii Stepanov

Foto: Vlad Sode

Foto: Piero Quaranta

Foto: Maks Levin

Foto: Reuters

Foto: Konstantin Grishin

Foto: Konstantin Chernichkin

Foto: Yevgeny Maloletka

 Foto: Gleb Garanich 

Foto: Vlad Sodel 

Foto: Vlad Sodel 

Foto: Reuters


Foto: Sergei Grits

Foto: Sergei Grits

Foto: Genya Savilov

Foto: Igor Kovalenko

Foto: Efrem Lukatsky

Foto: Efrem Lukatsky

Foto: Reuters

Foto: Sergey Dolzhenko 

Foto: Vasily Fedosenko 

Foto: Reuters

Foto: Sergei Grits 

Foto: Bulent Kilic 


Foto: Bulent Kilic 

Foto: Sergei Grits 



Foto: Reuters

Foto: Sergey Dolzhenko

Foto: Reuters 


Foto: Reuters   

Foto: Vasily Fedosenko  

Foto: Vasily Fedosenko  

Foto: Reuters

Foto: Konstantin Chernichkin 


 Foto: Sergey Supinsky  

Fonte: Bitaites