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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Manifestantes pró-Rússia proclamam independência de região ucraniana


Os manifestantes pró-Rússia entrincheirados na sede do governo da região ucraniana de Donetsk proclamaram nesta segunda-feira a independência da zona, e convocaram a realização de um referendo de adesão à Rússia para 11 de maio.

Após anunciar a criação da República Popular de Donetsk, que fica na fronteira com a Rússia, os manifestantes solicitaram ajuda de Moscou para resistir ao governo de Kiev.

Fonte: EFE

domingo, 6 de abril de 2014

Manifestantes pró-Rússia invadem prédio do governo no leste da Ucrânia


Dúzias de manifestantes pró-Rússia invadiram neste domingo um prédio do governo regional, em Donetsk, ao leste da Ucrânia, e içaram uma bandeira da Rússia.

Cidade do ex-presidente pró-Rússia Viktor Yanukovich, Donetsk, cuja maioria da população fala a língua russa, viu a tensão aumentar depois da deposição do ex-chefe de estado e da instalação de um governo pró-Europa em Kiev.

O leste manteve-se como o centro das tensões entre Ucrânia e Rússia, após a saída de Yanukovich do poder e o território da Criméia ter sido anexado pela Rússia.

Manifestantes pró-Rússia invadiram um prédio administrativo em Donetsk neste domingo e içaram uma bandeira da Rússia no segundo andar. Aproximadamente 1,5 mil protestantes que estavam em volta do prédio aplaudiram, gritando "Rússia".

Um repórter da Reuters disse que cerca de 500 policiais assistiam o protesto sem interferir.

Fonte: Reuters

domingo, 30 de março de 2014

Taiwaneses protestam contra pacto comercial com a China


Dezenas de milhares de taiwaneses desfilaram neste domingo pelas ruas de Taipei para convencer o presidente Ma Ying-jeou a retirar seu controverso acordo comercial com a China.

Os manifestantes levavam cartazes que pediam a "defesa da democracia" e a "retirada do pacto comercial sobre os serviços". O ato foi feito na rua onde fica a sede da presidência do país, e foi acompanhada por cerca de 3.500 policiais.

Na última segunda-feira, as forças de segurança utilizaram canhões de água para dispersar os estudantes e outros opositores que invadiram a sede do governo alguns dias antes.

Os organizadores do protesto deste domingo esperavam levar centenas de milhares de pessoas às ruas. Uma primeira estimativa da polícia falava em 87.000 manifestantes.

"Não responderemos a uma ação violenta da polícia ou de outros grupos. Nos manteremos pacíficos. Toda forma de violência está proibida em nossa movimento", declarou o líder dos estudantes, Lin Fei-fan.

Os manifestantes pedem que o acordo comercial sobre os serviços e todo o acordo ou negociação em andamento com a China sejam suspendidos até que uma lei que examinaria de perto tais acordos sejam aprovada.

Esse tratado com a China, primeiro parceiro comercial com a ilha, ocorre no marco do acordo sino-taiwanês de cooperação econômica firmado em 2010.

O acordo prevê a abertura às empresas taiwanesas de 80 setores dos serviços na China e de 64 setores taiwaneses às empresas chinesas.

Para os opositores, o texto irá prejudicar a economia taiwanesa e a deixará mais vulnerável às pressões políticas de Pequim.

O presidente Ma Ying-jeou nega as acusações e lembra que um fracasso na ratificação comprometeria os esforços de Taiwan em concluir novos acordos comerciais.

O presidente, que desde sua chegada ao poder em 2008 trabalha por uma aproximação da ilha com a China, desconsiderou a demanda dos manifestantes de cancelar o pacto comercial. Mas concordou, no sábado, com a introdução de uma lei para examinar todos os acordos China.

Fonte: AFP

domingo, 16 de março de 2014

Presidente da Venezuela anuncia uso da força contra manifestantes anti-Governo


O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, advertiu os manifestantes da oposição que ocuparam parte de uma praça em Caracas que recorrerá à força para terminar o protesto.

A Praça Altamira, na zona ocidental de Caracas (de classe média alta), é um dos centros da contestação ao Governo e  um grupo de manifestantes montou ali um acampamento. Os protestos começaram há seis semanas e durante os confrontos entre os manifestantes e as forças de segurança ou os grupos civis pró-revolucionários já morreram 28 pessoas.

"Vou dar a estes Chuckys, os assassinos, apenas algumas horas", disse Maduro, usando o nome de um boneco assassino de um filme de terror americano. "Se não saírem [da praça], vou libertar o espaço com forças de segurança. Têm algumas horas para ir para casa... Chuckys, preparem-se, vamos buscar-vos", disse o Presidente no sábado (já madrugada de domingo em Portugal).

Na praça Altamira estão concentrados sobretudo estudantes e cidadãos da classe média (são, aliás, estes dois grupos que têm mantido a contestação contra o Governo acesas, mas nos bairros mais pobres e tradicionalmente fiéis ao Governo as queixas também já se fazem ouvir). Os manifestantes criticam a gestão do país onde há escassez de bens alimentares e outros produtos de primeira necessidade, por exemplo leite e papel higiénico, onde a inflação é das mais elevadas do mundo (em Fevereiro, de acordo com o banco central da Venezuela, foi de 56%) e a criminalidade é, também, das maiores do planeta.

Maduro acusa a direita da instabilidade no país - há manifestações e protestos em várias cidades - e, num discurso à nação via rádio, responsabilizou-a pela morte das 28 pessoas. Também acusou os Estados Undidos (que considera estarem a orquestrar um golpe de estado juntamente com a oposição) de estarem a planear usar "medidas extremas" contra a Venezuela, entre elas o seu assassínio.

"Presidente Barack Obama, se esta mensagem lhe chegar, fique a saber que isso seria o maior erro da sua vida - dar ordem para assassinar o Presidente Nicolás Maduro", disse o chefe de Estado venezuelano, que há um ano tomou posse, após ter vencido as eleições que se seguiram à morte de Hugo Chávez, o fundador do regime socialista bolivariano da Venezuela.

Além de 28 mortos (com vítimas entre os dois lados), a contestação e a violência já fizeram 300 feridos. E 1500 pessoas foram presas, estando cem ainda detidas (21 polícias e militares acusados de terem usado excesso de força, alguns manifestantes e líderes da oposição, entre eles Leopoldo López).

Para este domingo a oposição marcou uma manifestação em Caracas contra o Governo e para denunciar a presença de conselheiros cubanos na Venezuela, que diz estarem a ajudar o Governo a lidar com esta crise.

Fonte: Público

terça-feira, 4 de março de 2014

Washington congela suas relações militares e comerciais com a Rússia


O Ocidente observa com temor como a crise ucraniana pode levar a um conflito mundial. A Europa e os Estados Unidos se movem para evitar uma guerra às portas da União Europeia, embora que, no momento, as medidas para intimidar a Rússia sejam escassas. Nesta segunda-feira, Bruxelas desistiu da penalização a Moscou pela invasão da península da Crimeia, enquanto Washington suspendia as negociações de acordos comerciais e investimentos pendentes com Moscou, e o Pentágono anunciava o cancelamento das operações militares conjuntas, horas depois do presidente Barack Obama assegurar, em duras declarações, que iria estudar medidas para isolar a Rússia. Além de elevar o tom, a UE sabe que não é fácil assustar o presidente russo, Vladimir Putin, e por isso decidiu dedicar-se a fundo ao diálogo. Se não houver avanço, os chefes de Estado e de Governo se planejam para dar um passo a mais em reunião de cúpula extraordinária convocada para quinta-feira.

A Rússia ameaçou nesta terça-feira reduzir “a zero” sua dependência econômica dos EUA se Washington lhe impor sanções pela crise na Ucrânia. Segundo as declarações do porta-voz do Kremlin Serguei Glaziev à agência Ria-Novosti, a medida provocaria a quebra do sistema financeiro norte-americano: “Encontraremos uma maneira tanto de reduzir a nossa dependência financeira do Estados Unidos como conseguiremos tirar proveito da imposição de sanções”, acrescentou Glaziev. Uma fonte do Kremlin qualificou pouco depois à agência pública Ria-Novosti que as declarações obedecem a uma opinião pessoal e não a posição oficial do Kremlin, informa France Presse.

A estratégia de pressão da Casa Branca para frear Putin foi mais adiante nesta segunda-feira. Ao meio-dia, Obama assegurou que se Moscou continuasse no caminho iniciado na Ucrânia, seu país tomaria uma série de passos – econômicos, diplomáticos... – que “isolariam a Rússia”. O presidente dos EUA assegurou que “o mundo concorda, em grande maioria,que os passos dados pela Rússia supõem uma violação da lei internacional” e de acordos prévios “assinados pela Rússia”.

Na última hora de segunda-feira, Washington começava a colocar em prática essas medidas. Depois de uma reunião com o Conselho de Segurança, a Casa Branca anunciou que suspenderia todas as reuniões previstas com Moscou para impulsionar os investimentos e o intercâmbio comercial entre os países. Os EUA haviam começado a dar prosseguimento a negociações com o Governo russo para estreitar a sua relação comercial, e justo na semana passada, o ministro de Economia russo, Alexei Ulyukayev, visitou Washington para impulsionar o processo. O impacto dessa decisão, porém, não vai ser muito significativo já que o intercâmbio comercial entre os dois países unicamente representa somente 1% do total de importações e exportações dos EUA.

Quase ao mesmo tempo, o Pentágono anunciava o cancelamento temporário de operação militares conjuntas com a Rússia, incluindo treinamentos, reuniões bilaterais e conferências. “Ainda que o Departamento de Defesa valorize a relação militar que temos desenvolvido nos últimos anos com a Federação Russa para incrementar a transparência, construir um entendimento mútuo e reduzir o risco de erros de cálculo de caráter militar, decidimos, devido ao sucedido na Ucrânia, suspender as operações conjuntas.”, afirmou o porta-voz do Pentágono, John Kirby. Esta decisão não tem consequências quanto a movimentos de tropas ou navios. “Não há mudanças em nossas posições no Mediterrâneo ou na Europa. Nosso exército segue realizando os exercícios de rotina e previamente acordados com nossos aliados”, afirmou.

Na opinião do presidente, que sabe que com as mãos atadas frente ao que realmente pode fazer frente a Putin além de sanções, estas medidas deveriam fazer ser possível reverter essa situação.

Umas horas antes, o vice-presidente Joe Biden chamou o primeiro ministro russo, Dmitri Medvedev, para pedir a Rússia que retire ‘suas forças’ de Crimeia e inicie um diálogo. Biden solicitou também que Medvedev apoie a implementação ‘imediata’ de supervisores internacionais na Ucrânia.

A conversa telefônica precedia a visita que o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, fará esta terça-feira a Kiev para confirmar o apoio de Washington ao novo governo da Ucrânia. Antes disso, o último passo dado pela Casa Branca para condenar a incursão russa foi o anúncio de que o EUA não enviará uma delegação presidencial aos jogos paraolímpicos de inverno em Sochi. Em troca, os atletas norte-americanos participarão dos jogos que se iniciam próxima sexta nas costas do mar Negro.

De sua parte, o republicano John Boehner, presidente da Câmera de Representantes, qualificou o presidente russo de ‘valentão’. “É hora de nos posicionarmos contra Putin”, acentuou.

O diagnóstico do que ocorre às portas da UE não pode ser mais dramático. “Se trata da situação mais grave que o mundo vive desde a queda do Muro de Berlim”, sentenciou o ministro espanhol de assuntos exteriores, José Manuel García Margallo, ao término da reunião que realizaram em Bruxelas os 28 representantes de Exteriores. A frase foi enunciada de maneira idêntica pelo ministro alemão, Frank-Walter Steinmeier. E, no entanto, as medidas adotadas foram mais enérgicas inclusive que as aprovadas há alguns dias contra o regime ucraniano, com Victor Yanukovich ainda no poder.

O que seria uma suspensão do diálogo que mantém União Europeia e Rússia para eliminar a exigência de visto entre ambos os blocos terminou em uma ameaça de bloqueá-lo “se não se derem passos para diminuir a tensão”. E entre definir o avanço russo a Crimeia como uma invasão ou considera-lo uma violação da soberania ucraniana e de sua integridade territorial, os ministros elegeram a segunda opção. Os chefes de diplomacia optaram pela bandeira branca a espera de que a alta representante de política exterior, Catherine Ashton, se reúna esta terça em Madri com o ministro russo do ramo, Serguei Lavrov.

A única medida que os ministros certificaram foi a anunciada suspensão dos preparativos do G-8 (reunião das grandes potências mundiais, mais a Rússia) e o apoio a uma possível missão de observadores internacionais e intermediários ao acordo de destinar já uma primeira entrega de 1,5 bilhão de euros a Ucrânia para aliviar sua precária situação econômica.

A Europa tem razões fortes para ter cautela em qualquer assunto que possa confrontar a Rússia. Margallo expôs com clareza: “As consequência de um confronto entre a EU e Rússia seria muito grave do ponto de vista do abastecimento energético.”. Em torno de um terço da energia que a União Europeia necessita para sobreviver provém da Rússia, uma porcentagem que tem diminuído nos últimos anos, precisamente porque Bruxelas quer reduzir a dependência russa. Mas nem Moscou pode prescindir desse vínculo, pois 24% de suas exportações vão parar na comunidade europeia. Europa poderia tentar jogar melhor essa carta, mas no momento crê ter mais chances de êxito dialogando que penalizando.

Bruxelas marca o primeiro prazo da reunião que realizarão os líderes europeus na quinta-feira. Para então, a EU espera que as tropas russas tenham se retirado dos territórios que ocupam em Crimeia. Se não ocorrer assim, “decidiremos quais são as consequências para a relação bilateral”, advertiu Ashton.

Fonte: El País

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Presidente Nicolás Maduro move seu arsenal de guerra pela Venezuela


O presidente Venezuelano Nicolás Maduro está movendo seu arsenal de guerra pelas estradas regionais no centro desde Palo Negro em Maracay tendo como destino Fuerte Tiuna. Tudo isso acontece enquanto a população rejeita as festividades carnavalescas do País. Falam tanto de negociações de paz e mostram o oposto, com essas ações:




Fonte: Venezuela Lucha!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Crimeia, uma república autônoma em crise no sul da Ucrânia


A Crimeia, uma república autônoma de língua russa do sul da Ucrânia, é uma península que separa o Mar Negro do Mar de Azov.

A região está mergulhada atualmente em tensões separatistas que se intensificaram com a destituição do presidente ucraniano Viktor Yanukovytch, na semana passada. Confrontos foram registrados nesta quarta-feira entre manifestantes pró-russos e partidários das novas autoridades do país em Simferopol, capital da Crimeia, onde o presidente do Parlamento local descartou qualquer debate sobre uma eventual separação.

Mais de 5.000 pessoas se reuniram diante do Parlamento da Crimeia, com tártaros de um lado, em maior número, e pró-russos do outro. Os tártaros, membros de uma comunidade local de tradição muçulmana, carregavam bandeiras ucranianas e gritavam "Ucrânia, Ucrânia!".

Presentes desde o século XIII nesta região, foram deportados para Sibéria e Ásia central por Stalin, e retornaram após a queda da União Soviética em 1991. Eles constituem 12% dos 2 milhões de habitantes da península de maioria russa. Esta comunidade apoiou ativamente a contestação contra Yanukovytch que levou à queda do ex-presidente.

Península de cerca de 27.000 km2, a Crimeia, tomada dos turcos pela imperatriz Catarina II da Rússia, foi integrada ao império russo em 1783.

A Crimeia é ligada ao restante da Ucrânia pelo istmo de Perekop, de 7 km de extensão. A península foi incorporada por Nikita Khruschev à Ucrânia soviética em 1954. Depois do fim da URSS, a Crimeia se tornou, em 1992, uma república autônoma da Ucrânia.

Ainda hoje, a Crimeia continua a abrigar a frota russa, do Mar Negro a Sebastopol, importante cidade e um dos maiores portos do país. Essa base é estrategicamente importante para a Rússia porque leva ao Mediterrâneo.

Desde o fim da União Soviética, em 1991, a questão da frota russa envenena as relações entre Kiev e Moscou. A Ucrânia independente reivindica uma parte da antiga frota soviética do Mar Negro.

Em 2010, após anos de disputa, os parlamentos ucraniano e russo assinaram um acordo sobre a prorrogação por 25 anos - até 2042 - da presença da frota russa na região, em troca de uma redução de 30% no preço do gás russo exportado para a Ucrânia.

Fonte: AFP

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Ucrânia: A Batalha de Kiev em 71 fotos impressionantes

Seguem-se as fotos – corajoso testemunho de vários fotojornalistas que também arriscam a pele para estar no centro dos acontecimentos e fazer-nos chegar estas imagens impressionantes.

Foto: Louisa Gouliamak

Foto: Bulent Kilic

Foto: Baz Ratner

Foto: Emilio Morenatti

Foto: Reuters

Foto: Alexey Furman

Foto: Anatolii Boiko

Foto: Anatolii Boiko

Foto: Maks Levin

Foto: Efrem Lukatsky

Foto: Genya Savilov

Foto: Reuters

Foto: Sergei Chuzavkov

Foto: Sergei Supinsky

Foto: Reuters

Foto: Sandro Maddalena

Foto: Genya Savilov

Foto: Anatolii Stepanov

Foto: Efrem Lukatsky

Foto: Igor Kovalenko

Foto: Efrem Lukatsky

Foto: Anatolii Stepanov

Foto: Anatolii Boiko

Foto: Sergei Grits

Foto: Reuters

Foto: Sergei Grits

Foto: Reuters

Foto: Anatolii Boiko

Foto: Anatolii Boiko

Foto: Yury Kirnichny

Foto: Anatolii Stepanov

Foto: Vlad Sode

Foto: Piero Quaranta

Foto: Maks Levin

Foto: Reuters

Foto: Konstantin Grishin

Foto: Konstantin Chernichkin

Foto: Yevgeny Maloletka

 Foto: Gleb Garanich 

Foto: Vlad Sodel 

Foto: Vlad Sodel 

Foto: Reuters


Foto: Sergei Grits

Foto: Sergei Grits

Foto: Genya Savilov

Foto: Igor Kovalenko

Foto: Efrem Lukatsky

Foto: Efrem Lukatsky

Foto: Reuters

Foto: Sergey Dolzhenko 

Foto: Vasily Fedosenko 

Foto: Reuters

Foto: Sergei Grits 

Foto: Bulent Kilic 


Foto: Bulent Kilic 

Foto: Sergei Grits 



Foto: Reuters

Foto: Sergey Dolzhenko

Foto: Reuters 


Foto: Reuters   

Foto: Vasily Fedosenko  

Foto: Vasily Fedosenko  

Foto: Reuters

Foto: Konstantin Chernichkin 


 Foto: Sergey Supinsky  

Fonte: Bitaites