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sábado, 5 de abril de 2014

Lua de Saturno pode conter lago 'oculto'


Cientistas acreditam haver fortes indícios de que haja um "oceano" de água sob a superfície de uma das luas de Saturno, Enceladus.

Este pequeno mundo vinha intrigando astrônomos desde que jatos de um material gelado foram vistos esguichando no espaço a partir de uma região no polo sul de Enceladus.

Agora, medições sofisticadas usando a sonda Cassini, da Nasa, em seu voo sobre a lua permitiram que pesquisadores detectassem o sinal gravitacional de água.

"As medidas que fizemos são consistentes com a existência de uma larga reserva de água mais ou menos do tamanho (em termos de volume) ao lago Superior (situado entre os Estados Unidos e o Canadá e considerado o maior lago de água fresca do mundo em volume)", afirma o professor Luciano Iess, que comanda a equipe de pesquisadores da Universidade Sapienza, de Roma.

As descobertas do cientista e de sua equipe deverão reforçar a visão de que a lua de 500 quilômetros de diâmetro seria um dos melhores lugares além da Terra para buscar a existência de vida microbial.

Os dados coletados pela Cassini sugerem que o volume de líquido encontrado estaria situado 40 quilômetros debaixo da superfície da camada de gelo de Enceladus.

Oceano sub-glacial

A crença de que a lua de Saturno contaria com um oceano subglacial vem crescendo desde que a Cassini detectou a existência de uma atmosfera difusa na lua, em 2005.

Observações subsequentes associaram a fonte dessa atmosfera a jatos de vapor de água ricos em minerais sendo emanados da superfície da lua, apelidada de "listras de tigre", devido à sua aparência listrada, semelhante à de um grande felino.

A órbita de Enceladus em volta de Saturno é excêntrica, não circular. A gravidade do gigantesco planeta deveria, portanto, espremer e esticar a pequena lua, quando ela realiza essa trajetória, aquecendo pedaços de suas camadas de gelo e derretendo-os.

O professor Iess e seus colegas identificaram variações no campo gravitacional da lua.

No polo sul do satélite, eles encontraram uma variação bem grande na distribuição de massa da lua, o que, segundo eles, poderia ser explicado pela presença de um elevado volume de água.

"O que vemos é consistente com a existência de um bolsão de água de 8 a 10 quilômetros de profundidade e esse bolsão pode se estender para latitudes de cerca de 50 graus ao sul do polo", explica Iess.

Geração de vida

Existem fortes indícios para se suspeitar da existência de oceanos subglaciais em uma série de luas no nosso sistema solar.

O maior satélite de Saturno, Titã, provavelmente conta com um desses. Assim como algumas das luas de Júpiter, como Europa, Ganimedes e Calisto. E talvez até mesmo a mais distante lua de Triton, que orbita em torno de Netuno.

De todas estas, Enceladus e Europa são as que despertam mais interesse porque é mais provável que sua água esteja em contato com rocha.

Isso poderia resultar em reações químicas capazes de dar início à vida.
De acordo com o professor Andrew Coates, do Laboratório de Ciências Espaciais UCL-Mullard, da Grã-Bretanha, "Enceladus ocupa o topo da lista em termos de locais que poderiam abrigar vida".

"Ela conta com várias coisas que você precisa para ter vida. Existe certamente a presença de calor, há água líquida nesse oceano, há elementos orgânicos e reações químicas ocorrendo. A única questão é se houve tempo suficiente para a vida se desenvolver.

Fonte: BBC

segunda-feira, 10 de março de 2014

Gases misteriosos descobertos por cientistas ameaçam camada de Ozônio


Cientistas identificaram quatro novos gases de efeito estufa produzidos pelo homem que estão contribuindo para a destruição da camada de ozônio.

Embora as concentrações atuais desses gases ainda sejam pequenas, dois deles estão se acumulando na atmosfera a uma taxa significativa.

Desde meados dos anos 80, preocupações sobre o crescente buraco na camada de ozônio vêm restringindo a produção de gases clorofluorcarbonetos (CFC).

Mas a origem dos novos gases ainda permanece um mistério, dizem os cientistas.

Localizada na atmosfera, entre 15 e 30 quilômetros acima da superfície da Terra, a camada de ozônio tem um papel fundamental no bloqueio dos raios ultravioleta (UV), que podem causar câncer em humanos e problemas reprodutivos nos animais.

Cientistas do British Antarctic Survey, entidade responsável pelos assuntos relativos aos interesses do Reino Unido na Antártida, foram os primeiros a descobrir um enorme "buraco" na camada de ozônio sobre o continente gelado em 1985.

As evidências rapidamente apontaram como causa os gases CFC, que foram inventados na década de 1920 e amplamente utilizados em refrigeração e como propulsores em aerossóis, como sprays e desodorantes.

Os países, então, concordaram rapidamente em restringir os CFCs, e o Protocolo de Montreal, de 1987, limitou o uso dessas substâncias. A proibição internacional total sobre sua produção entrou em vigor em 2010.

Agora, pesquisadores da Universidade de East Anglia, em Londres, descobriram evidências de quatro novos gases que podem destruir o ozônio e que estão sendo lançados na atmosfera a partir de fontes ainda não identificadas.

Três dos gases são CFCs e um é o hidroclorofluorocarboneto (HCFC), que também pode danificar o ozônio.

"Nossa pesquisa identificou quatro gases que não estavam na atmosfera até a década de 1960, o que sugere que eles são produzidos pelo homem", disse o chefe da pesquisa, Johannes Laube.

Os cientistas descobriram os gases analisando blocos de neve. Segundo eles, o ar extraído dessa neve é um "arquivo natural" do que estava na atmosfera até 100 anos atrás.

Origem desconhecida

Os pesquisadores também analisaram amostras de ar coletadas no Cabo Grim, uma região remota na ilha da Tasmânia, na Austrália.

Eles estimam que cerca de 74 mil toneladas desses gases foram liberados na atmosfera. Dois dos gases estão se acumulando a taxas significativas.

"Nós não sabemos de onde os novos gases estão sendo emitidos e isso deve ser investigado. Fontes possíveis incluem insumos químicos para a produção de inseticidas e solventes para limpeza de componentes eletrônicos", afirmou Laube.

"Além do mais, os três CFCs estão sendo destruídos muito lentamente na atmosfera - por isso, mesmo se as emissões parassem imediatamente, eles ainda permaneceriam na atmosfera por muitas décadas", acrescentou.

Os quatro novos gases foram identificados como CFC-112, CFC112a, CFC-113a, HCFC-133a.

O CFC-113a foi listado como um "insumo agroquímico para produção de piretróides", um tipo de inseticida que já foi usado largamente na agricultura.

Assim como o HCFC-133a, ele tambem é usado na fabricação de refrigeradores. Os CFC-112 e 112a podem ter sido usados na produção de solventes de limpeza de componentes eléctricos.

Outros cientistas reconheceram que, embora as concentrações atuais desses gases sejam pequenas e não representem uma preocupação imediata, uma pesquisa para identificar sua origem precisa ser feita.

"Esse estudo destaca que a destruição do ozônio ainda não é a história do passado", disse Piers Forster, professor da Universidade de Leeds, no norte da Inglaterra. "As concentrações encontradas neste estudo são minúsculas. No entanto, nos lembra que precisamos estar vigilantes e monitorar continuamente a atmosfera".

"Das quatro espécies identificadas, CFC-113a parece ser o mais preocupante, já que a emissão, embora ainda pequena, cresce rapidamente", acrescentou.

Fonte: BBC / Diário24h

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Nanotecnologia faz com que esses objetos se movam quando expostos à luz


Não faltam surpresas quando se trata de nanomateriais, mas este novo composto se comporta de uma forma totalmente nova: ele se move quando você acende a luz.

Nanomáquinas microscópicas ativadas por luz não são uma tecnologia nova. No entanto, este estudo marca a primeira vez que cientistas criaram um movimento macroscópico, visível a olho nu, manipulando rearranjos moleculares.

Os nanointerruptores moleculares, escondidos no interior das fitas em espiral, são molas de polímeros líquido-cristalinos. Quando o polímero é exposto a certas frequências de luz ultravioleta, isso faz com que a mola faça várias contorções interessantes.


A equipe conseguiu programar as fitas em espiral para se expandir, contrair, e também para fazer os dois movimentos. Os cientistas da Universidade de Twente, na Holanda, falam sobre seu novo material na revista Nature Chemistry.

A equipe da MESA+ diz que se inspirou na ondulação de videiras para o movimento do material. As espirais se movem de forma semelhante a videiras escalando uma parede.

Estes materiais com nanossensores incorporados devem ser utilizados no futuro em aplicações de robótica e dispositivos com microfluidos – que permitem realizar análises químicas complexas num único chip.



quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Estrela 20 vezes maior do que o Sol pode estar prestes a explodir, e irá gerar imagens espetaculares


Em algum momento vai acontecer, pode levar um dia ou um século, e será de uma hora para outra: a estrela SBW1, situada no centro de nossa galáxia, explodirá e se transformará em uma supernova, durante um dos fenômenos de maior poder energético do Universo. Ao observar a imagem da estrela captada pelo telescópio espacial Hubble, observadores deram a seguinte descrição: “Um olho roxo e sem pálpebras nos espiando do espaço”.

A SBW1 é o típico exemplo de uma megaestrela: nasceu com uma massa 20 vezes superior à do nosso Sol, queimou seu combustível em curto espaço de tempo e vai morrer bem jovem. Sua explosão final, contudo, não será nada “morna”: rapidamente seu corpo cairá sobre si mesmo por não aguentar o próprio peso. A explosão poderá ser vista a milhões de anos-luz. Apesar de um estouro desse tipo nas imediações espaciais do nosso planeta poder causar uma onda de radiação capaz de acabar com todas as formas de vida, dessa vez não há nada a temer: 10 mil anos-luz nos separam da SBW1, o suficiente para escaparmos de seus efeitos e nos deixar com um bom ângulo de visão para apreciar o espetáculo.

Fonte: History

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Confirmado: cientistas europeus descobrem água em planeta anão


Dados registrados pelo do telescópio espacial Herschel mostraram que o planeta anão Ceres não é apenas uma grande rocha no cinturão de asteroides. Segundo os pesquisadores, o objeto revela nuvens de vapor de água quando partes de sua superfície gelada se aquecem.

Essa é a primeira detecção positiva da existência de vapor de água em um objeto localizado no cinturão de asteroides. Até agora, a existência de água em Ceres era apenas uma teoria, já que a detecção conclusiva não havia ocorrido.

A confirmação de água no planeta anão foi obtida com base em imagens em infravermelho feitas pelo telescópio espacial europeu Herschel, cujas análises luminosas revelaram a clara assinatura espectral típica do vapor de água.

Apesar da detecção inequívoca, os dados não mostraram a assinatura espectral em todas as observações, mas apenas quando Ceres estava no ponto da orbita mais próximo do Sol. De acordo com os cientistas, quando Ceres está no periélio, cerca de 6 kg de vapor escapam de sua superfície. Quando está distante, não acontece a evaporação.

A detecção de água em Ceres veio em boa hora, já que a sonda estadunidense Dawn deve chegar ao planeta anão em 2015, onde fará imagens em close de sua superfície.

O trabalho sobre a descoberta de água em Ceres foi publicado esta semana na revista Science e tem como principal autor o cientista Michael Küppers, da Agência Espacial Europeia, na Espanha.

Ceres
Até o século passado, Ceres era conhecido como o maior asteroide em nosso sistema solar, mas foi reclassificado como planeta anão em 2006 devido ao seu grande tamanho, com cerca de 950 km de diâmetro.

A primeira vez que os astrônomos viram Ceres foi em 1801, quando se imaginou que o objeto era um planeta que orbitava entre Marte e Júpiter. Mais tarde, outros corpos objetos semelhantes foram encontrados, o que culminou com a descoberta de um gigantesco cinturão de asteroides entre a órbita dos dois planetas.

Fonte: Apolo11

sábado, 23 de novembro de 2013

Detectados os primeiros neutrinos de altíssima energia vindos de fora do sistema solar

Um dos detectores ópticos do "telescópio" de neutrinos IceCube a ser instalado no gelo da Antárctida

São apenas 28 neutrinos, mas a mera existência destes “mensageiros do Universo”, vindos dos confins da nossa galáxia e além, inaugura uma nova era da astronomia.

Após quase meio século de tentativas, uma colaboração científica internacional detectou pela primeira vez, graças a um “telescópio” construído nas profundezas de um glaciar na Antárctida, 28 neutrinos de altíssima energia vindos de fora do nosso sistema solar. Os resultados desta façanha científica – e técnica – são publicados na revista Science com data desta sexta-feira.

“É gratificante termos finalmente conseguido ver o que estivemos a procurar este tempo todo. Este é o amanhecer de uma nova era da astronomia”, diz em comunicado Francis Halzen, da Universidade do Wisconsin (EUA), que liderou os 260 cientistas de 11 países – EUA, Alemanha, Suécia, Bélgica, Suíça, Japão, Nova Zelândia, Austrália, Reino Unido, Canadá e Coreia do Sul – que participaram na investigação, realizada com uma inédita máquina de “ver” neutrinos: o IceCube Neutrino Observatory.

Os neutrinos são partículas subatómicas muito estranhas. A cada segundo que passa, milhares de milhões de neutrinos atravessam cada centímetro quadrado da Terra, mas tudo para eles é “transparente”. Quase sem massa e desprovidos de carga eléctrica, os neutrinos interagem muitíssimo raramente com a matéria e não são desviados da sua trajectória pelos campos electromagnéticos.

A esmagadora maioria dos neutrinos que passam por nós é gerada na atmosfera terrestre ou no Sol. Fora do sistema solar, apenas foram detectados, em 1987, neutrinos vindos de uma supernova próxima. Mas os neutrinos agora registados pelo IceCube são diferentes, porque a sua energia é muitíssimo mais elevada. Pensa-se que foram criados no interior de “aceleradores cósmicos” tais como buracos negros, pulsares, núcleos galácticos activos e outros fenómenos cósmicos extremos.

Quanto ao IceCube, como o seu nome indica, não é nem mais nem menos do que um cubo de gelo. Com um quilómetro de lado, situado a uma profundidade de 1500 e 2500 metros nos gelos eternos do Pólo Sul, contém 5160 detectores ópticos que foram inseridos furando o gelo com jactos de água quente – e que, suspensos de 86 cabos de aço à razão de 60 detectores por cabo, formam uma rede tridimensional subterrânea. Os detectores são sensíveis aos ténues impulsos de luz azul gerados pelas interacções dos neutrinos com o gelo.


Este singelo observatório astronómico foi concebido para fazer duas coisas: medir o fluxo – a taxa – de neutrinos de alta energia e tentar identificar algumas das fontes cósmicas que os produziram. Agora, no seu artigo na Science, os autores revelam o primeiro fluxo de neutrinos deste tipo jamais observado.

Egas e Becas

O IceCube demorou sete anos a ser construído e ficou totalmente operacional em finais de 2010. E foi em Abril de 2012 que deu os primeiros sinais de ter encontrado qualquer coisa. Mais precisamente, detectou dois neutrinos de energia extrema: superior a 1000 TeV (teraelectrão-volts), que é a energia de uma mosca em pleno voo. Dito assim, até parece pouco. Mas é preciso lembrar que, no neutrino, essa energia está toda concentrada num diminutíssimo volume… A título comparativo, o maior acelerador de partículas do mundo, o LHC (construído pelo CERN perto de Genebra), deverá atingir, daqui a dois anos, uma energia de 13 TeV. Isso diz muito sobre a potência do “motor cósmico” que terá lançado para o espaço os neutrinos agora observados.

Àqueles dois primeiros neutrinos, baptizados Ernie e Bert (os nomes em inglês do Egas e Becas, do programa televisivo infantil Rua Sésamo), somaram-se outros 26, descobertos quando os cientistas analisaram em profundidade os dados recolhidos pelo IceCube entre Maio de 2010 e Maio de 2012. Vindos de todas as direcções do céu, tinham todos energias superiores a 30 TeV – compatíveis com as previsões teóricas para os neutrinos extraterrestres e extra-solares.

Os neutrinos, explica um comunicado, representam verdadeiros “mensageiros do Universo”, uma vez que, ao contrário da luz, conseguem escapar facilmente mesmo dos objectos mais densos (tais como os buracos negros), trazendo assim até nós, virtualmente sem distorções, sinais dos mais portentosos fenómenos cósmicos. Ora, justamente, o passo seguinte dos cientistas vai consistir em tentar identificar e localizar as fontes cósmicas que terão produzido os neutrinos detectados pelo IceCube. Mas, para isso, ainda vai ser preciso detectar muito mais do que 28 partículas desse tipo. Os cientistas estão confiantes: “As fontes de neutrinos e a questão de saber o que os poderá ter acelerado desta forma são mistérios com mais de 100 anos”, diz Gregory Sullivan, co-autor da Universidade do Maryland. “E, agora, temos um instrumento capaz de detectar neutrinos astrofísicos, que está a funcionar às mil maravilhas e que tem 20 anos de vida pela frente.”

Fonte: Público

domingo, 17 de novembro de 2013

Especialistas alertam para ameaça global de bactérias


A equipe internacional de especialistas em saúde advertiu que as bactérias resistentes a medicamentos são um dos mais graves desafios para a medicina moderna.

Em um artigo publicado na revista Lancet, os peritos conclamam a empreender esforços sem precedentes a nível internacional para lidar com esta ameaça. Eles propõem, em particular, reduzir o número de antibióticos prescritos e incentivar as companhias farmacêuticas a produzir novos tipos de medicamentos,
caso contrário, os especialistas prognosticam o retorno da mortalidade por infeções nos países desenvolvidos ao nível do início do século XX.

Fonte: VozDaRússia

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Proteína de lagarta age contra vírus do sarampo e H1N1


Mais da metade de todas as espécies animais conhecidas são insetos. Mas como espécies com um sistema imune tão pouco desenvolvido – principalmente se comparado aos mamíferos – evoluíram ao longo de 350 milhões de anos e sobrevivem hoje nos mais diversos ambientes do planeta, até nos mais hostis?

Estudos indicam que o segredo está em substâncias presentes na hemolinfa, o fluido que exerce a função de sangue nos insetos. Trata-se, no geral, de substâncias que, nesses animais, têm a capacidade de combater vírus, bactérias e fungos. Tem, portanto, potencial para reduzir a ação dos microrganismos em humanos. Conhecer essas substâncias e seu mecanismo de ação é um grande passo para o desenvolvimento de medicamentos.

Pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, têm identificado substâncias promissoras em lagartas. “Há muito se produz substâncias antivirais originárias de organismos e produtos animais ou vegetais, como ouriço-do-mar e própolis. Mas pouco se investiga em insetos, e menos ainda em lagartas”, disse à Agência FAPESP o virologista Ronaldo Zucatelli Mendonça, responsável pela pesquisa “Bioprospecção de proteínas de interesse farmacológico e biotecnológico na hemolinfa de lagartas da família Megalopygidae", que conta com apoio da FAPESP.

A equipe de Mendonça encontrou substâncias de alta potência antiviral em lagartas da família Megalopygidae. “Ainda não sabemos exatamente a composição química dessa substância”, disse. “No entanto, ela já demonstrou ter ação inequívoca: tornou 2 mil vezes menor a replicação do picornavírus (parente do vírus da poliomielite) e 750 vezes menor a do vírus do sarampo, além de ter neutralizado o vírus da influenza H1N1.”

Segundo o coordenador da pesquisa, esses dados são preliminares. “Até a conclusão do trabalho, podemos chegar a uma redução ainda maior”, disse.

O estudo com a Megalopygidae dá sequência a uma pesquisa anterior, na qual a equipe isolou e purificou uma proteína em outra lagarta, da família Saturniidae, a Lonomia obliqua.

A proteína encontrada na Lonomia tornou a replicação do vírus da herpes 1 milhão de vezes menor e a replicação do vírus da rubéola, 10 mil vezes menor. O trabalho foi publicado na revista Antiviral Research, em 2012.

As duas pesquisas, sobre a Lonomia e sobre as lagartas da família Megalopygidae, têm foco em substâncias que apresentam duas propriedades específicas: ação apoptótica e antiviral. A primeira promove a apoptose (morte celular programada ou desencadeada para eliminar de forma rápida células desnecessárias ou danificadas), um processo importante no mecanismo para controle do câncer. O foco atual da pesquisa com as lagartas Megalopygidae é sua ação antiviral.

As proteínas em estudo são produzidas pela tecnologia de DNA recombinante. O gene codificador da proteína é extraído da hemolinfa, clonado em um baculovírus (vírus que ataca insetos). Depois, é replicado em células de insetos, que, por sua vez, produzem as proteínas de defesa (as chamadas proteínas recombinantes) em grande quantidade.

“A principal vantagem em produzir a proteína recombinante é que isso torna possível a extração da substância de maneira mais simples e em maior escala”, comentou Mendonça. “Antes de chegar à indústria, porém, é preciso verificar sua ação em organismos, em testes in vivo, e avaliar sua viabilidade econômica”.

As lagartas estudadas pela equipe de Mendonça estão entre as taturanas urticantes que fazem mal ao homem. Suas cerdas liberam veneno capaz de levar à morte. A escolha delas para as duas pesquisas se deveu ao acúmulo de centenas de carcaças desses insetos no Instituto Butantan, que sobram depois da retirada do veneno para a produção de soro contra queimaduras. É dessas carcaças que é retirada a hemolinfa, de onde se extrai o gene codificante das substâncias de defesa.

A família Megalopygidae engloba mais de 200 espécies, entre elas a Megalopyge lanata e a Megalopyge albicollis.

Segundo Mendonça, os estudos com a Lonomia e com as lagartas da família Megalopygidae constituem uma porta para outras pesquisas de grande relevância. “O Brasil tem uma megabiodiversidade em insetos. E todos podem ter substâncias desse tipo, de ação até maior do que as encontradas até agora”, disse o pesquisador, que realizou três pós-doutorados com bolsa FAPESP, dois em Portugal e um no México.

Fonte: AgênciaFAPESP - UOL

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Grupo de seis empresas controla mercado global de transgênicos

Ação das transnacionais é norteada pela política do fato consumado na introdução de produtos, pressão sobre os agricultores e influência direta sobre os órgãos públicos

Basta dar uma olhada na lista de cultivos geneticamente modificados já liberados para plantio comercial em território brasileiro pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) – cinco tipos de soja, 18 de milho e 12 de algodão, além de uma de feijão – para se ter a noção exata de que o clube dos transgênicos é para pouquíssimos sócios. Com exceção da nacional Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), todos os cultivos liberados até hoje no Brasil utilizam tecnologia transgênica e defensivos agrícolas produzidos pelas seis grandes empresas transnacionais que também lideram o setor de transgenia em nível global: Monsanto (Estados Unidos), Syngenta (Suíça), Dupont (EUA), Basf (Alemanha), Bayer (Alemanha) e Dow (EUA).

O monopólio praticado pelas transnacionais no mercado agrícola brasileiro se reproduz em todo o mundo. Um relatório divulgado em março pelo Grupo ETC, organização socioambientalista internacional que atua no setor de biotecnologia e monitora o mercado de transgênicos, revela que as seis maiores empresas, apelidadas de “Gene Giants” (Gigantes da Genética), controlam atualmente 59,8% do mercado mundial de sementes comerciais e 76,1% do mercado de agroquímicos, além de serem responsáveis por 76% de todo o investimento privado no setor.

A concentração de mercado, por si só, já seria passível de críticas, mas ambientalistas, associações de defesa do consumidor e adversários dos transgênicos em geral também repudiam severamente os métodos utilizados ao longo dos anos pelas Gene Giants para consolidar seu monopólio. Nos países onde atuam, a ação das empresas transnacionais, ainda hoje, é norteada pela política do fato consumado na introdução de seus produtos (com práticas como a distribuição ilegal de sementes ou a contaminação deliberada de lavouras convencionais), a pressão sobre os agricultores para a adoção da tecnologia transgênica e dos produtos químicos agrícolas a ela associados e a influência direta sobre os órgãos nacionais do poder público responsáveis por deliberar sobre a liberação de organismos geneticamente modificados.

“No Brasil, essas transnacionais compraram praticamente todas as pequenas e médias empresas de sementes, além de dominarem a cadeia agroalimentar desde a produção de sementes, agroquímicos e agrotóxicos até a parte de logística, transporte e exportação. Os agricultores hoje no Brasil estão submetidos aos interesses dessas transnacionais. Isso é um problema grave para um país que quer ter soberania alimentar e condições melhores de produção para garantir alimentos de qualidade à população”, diz Darci Frigo, advogado da organização socioambientalista Terra de Direitos. Nesses dez anos de reinado transgênico no país, diz Frigo, a perda da diversidade alimentar já é realidade: “Essas empresas vêm homogeneizando a dieta com poucos produtos. Basicamente, aqueles produtos que interessam a elas do ponto de vista da aplicação de determinados agrotóxicos ou outros insumos, com a chamada venda casada”.

Um dos métodos utilizados pelas transnacionais, diz Frigo, é cooptar cooperativas agropecuárias para fazer a distribuição das suas sementes e, à medida que as empresas de sementes vão sendo compradas e o mercado dominado, colocar à venda apenas a semente com a qual terão mais lucro: “Aqui no Brasil, muitas vezes, os agricultores iam comprar as sementes convencionais e não as encontravam mais, ou as encontravam em quantidades muito pequenas, o que os obrigava a, não tendo outra opção, comprar as sementes que, por exemplo, a Monsanto impunha no mercado. Então, essa imposição do pacote tecnológico, a imposição da transgenia, se deu a ferro e fogo. Quando os agricultores se deram conta, haviam entrado em um caminho sem volta”.

A captura dos agricultores é também apontada pelo pesquisador Paulo Brack, professor do Instituto de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS): “Se você falar com um agricultor gaúcho sobre a opção de não plantar transgênicos, ele simplesmente vai te dizer que não existe mais semente convencional. O mercado foi tomado pelas sementes transgênicas. Hoje, ele está dominado, e você não tem nem mais a alternativa de plantar culturas convencionais. Isso é um escândalo, porque vai contra a economia do próprio agricultor, que perde a possibilidade de fazer a sua própria semente e tem de pagar royalties para as empresas. O círculo está se fechando, e o governo deveria resguardar, no mínimo, a possibilidade de produção de sementes convencionais e sementes crioulas”, diz.

Influência

Talvez as mais conhecidas peças de denúncia sobre os métodos utilizados pelas gigantes do setor de transgenia, o livro e o filme “O mundo segundo a Monsanto”, ambos da francesa Marie-Monique Robin, relatam a trajetória histórica da empresa estadunidense, desde o seu envolvimento nas pesquisas sobre a bomba atômica (que acabou jogada sobre os civis japoneses nos anos 1940) e a criação do agente laranja (utilizado para matar civis na guerra do Vietnã nos anos 1960) até sua chegada à tecnologia transgênica e ao novo papel de “empresa agrícola” nos anos 1990.

Durante todas essas décadas, relata Robin, a Monsanto jamais deixou de exercer forte influência sobre os agentes públicos que ocupavam postos em órgãos de estratégica importância como, por exemplo, a agência que regula o mercado de alimentos, drogas e produtos químicos nos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês). Livro e filme têm também uma parte especialmente dedicada à América do Sul, onde mostram os métodos utilizados pela Monsanto para introduzir ilegalmente a soja transgênica RR na lavouras do estado brasileiro do Rio Grande do Sul.

No Brasil, o método básico de ação das Gene Giants para consolidar a posição de seus produtos no mercado também alia a pressão sobre os agricultores à tentativa de influenciar setores estratégicos da administração pública: “Há uma influência muito grande no direcionamento da pesquisa e também no âmbito do Congresso Nacional e do financiamento das campanhas eleitorais. Isso determina que os temas de interesse das empresas de biotecnologia acabem entrando na lógica do parlamento. A bancada ruralista presta serviço à transgenia, apesar de os agricultores serem dominados pelo cartel formado por essas empresas, porque os parlamentares recebem apoio para suas campanhas eleitorais”, diz Darci Frigo.

Segundo o dirigente da Terra de Direitos, é tanta a força das gigantes da transgenia no Brasil atualmente que elas até mesmo reduziram sua propaganda: “As empresas abandonaram o discurso de que transgênico diminui o uso de agrotóxicos porque já estabeleceram seu domínio sobre os agricultores e o mercado, e agora ninguém mais vai discutir essa diminuição. As autoridades não questionam e o Ministério da Agricultura não se estrutura para fazer uma real fiscalização do que acontece no terreno. É grande a influência dessas empresas por meio da pressão sobre os parlamentares ou por meio das ações de cooptação dos órgãos responsáveis pela fiscalização, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para liberar agrotóxicos, ou a CTNBio, para liberar transgênicos”, diz Frigo.

iTunes transgênico

Mais recentemente, setores antitransgênicos manifestaram seu repúdio à iniciativa de algumas empresas transnacionais que anunciaram o compartilhamento gratuito de tecnologias relativas a seus produtos para pesquisadores de países em desenvolvimento. Nos Estados Unidos, um acordo inicialmente elaborado pela Monsanto, e agora posto em prática pela General Electric (GE), promete liberar aos agricultores informações técnicas sobre diversos produtos da empresa que já tiveram suas patentes expiradas: “Com isso, querem fazer que uma prática monopolista pareça um ato de caridade”, diz o relatório do Grupo ETC.

A medida de maior impacto, no entanto, foi anunciada em janeiro pela Syngenta. A transnacional suíça lançou na internet o que define como uma “plataforma de compartilhamento de inovação na agricultura”, onde disponibiliza gratuitamente para pesquisadores algumas técnicas e características genéticas de suas sementes patenteadas. Ironicamente batizada pelo movimento socioambientalista como o “iTunes dos Transgênicos”, o site da Syngenta é definido pelo Grupo ETC ao mesmo tempo como “uma tentativa de imposição de transferência tecnológica para o Sul” e “uma jogada concebida expressamente para acalmar o movimento contra o patenteamento de plantas que ganha força na Europa”.

Briga por royalties

No que diz respeito a patentes, o poder de persuasão das empresas que controlam o setor de transgênicos também tem seus limites. Absoluta no mercado brasileiro de soja transgênica, a Monsanto mantém há anos uma complicada relação com os produtores do grão no país por conta da cobrança de royalties relativos à sua tecnologia RR. Em junho deste ano, uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), motivada por uma ação da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso (Aprosoja-MT), determinou que a empresa suspendesse a cobrança de royalties, considerada indevida. A decisão obrigou a Monsanto a fazer um acordo com os produtores brasileiros para o ressarcimento de R$ 212 milhões cobrados indevidamente nas safras 2010/2011 e 2011/2012.

Diretor técnico da Aprosoja-MT, Nery Ribas afirma que, se dependesse das poucas informações transmitidas aos produtores pela Monsanto ao longo de todos esses anos de relação, a cobrança indevida não teria sido percebida: “Antes, a dificuldade em obter informações era muito grande, mas, com a contratação de consultorias especializadas, conseguimos demonstrar que a patente havia vencido em agosto de 2010. Ou seja, já havia sido cobrado indevidamente em duas safras”, diz.

A Aprosoja-MT liderou então um movimento pelo fim da cobrança dos royalties que acabou tendo efeitos em todo o Brasil: “Entramos com a ação e ganhamos em todas as instâncias. A Monsanto reconheceu o erro e estendeu esse benefício para todo o país. Já não cobrou os royalties nessa última safra [2012/2013] e, depois de muita discussão, chegamos a um acordo. Aquilo que nos foi indevidamente cobrado, vão ter de pagar em dobro. A legislação brasileira é muito clara: cobrou indevidamente, tem de pagar em dobro”, diz Ribas.

O acordo será efetivado na comercialização da nova tecnologia transgênica para soja desenvolvida pela Monsanto no Brasil, conhecida como Intacta: “O que temos para receber, relativo a esses dois anos, nos vai ser pago em forma de bônus no uso da nova tecnologia. Por quatro anos, a Monsanto concederá um bônus que o produtor poderá utilizar na aplicação da tecnologia. Em vez de R$ 115 por hectare, que é o preço dos royalties já definido pela Monsanto para a Intacta, serão cobrados R$ 96,50. Ou seja, haverá R$ 18,50 a menos por hectare durante quatro anos”, diz o dirigente da Aprosoja.

Nery Ribas diz que o cultivo de transgênicos “tem suas desvantagens, e uma delas é a obrigação de pagamento de royalties” às empresas detentoras da tecnologia: “Não somos contra a tecnologia e não somos de maneira nenhuma contra pagar pela tecnologia, mas desde que seja bom, justo e interessante para os dois lados. O que vinha ocorrendo é que o monopólio de uma única empresa sobre a inovação tecnológica fez que ela cobrasse um preço que nunca foi discutido pelos produtores. A Monsanto chegava, determinava o valor e pronto. Não se discutia valor, forma de cobrança etc. Nunca se discutiu isso, e o produtor, pela utilização dos benefícios, nunca questionou e sempre pagou, mas sempre reconhecendo que era muito caro”, diz.

Fonte: BrasilDeFato

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Estudo encontra expressivos níveis de substância cancerígena no arroz brasileiro


O “celeiro do mundo” está enfrentando problemas com expressivos níveis de arsênio no alimento mais comum de seu povo. Um estudo recente encontrou altos níveis de arsênio no arroz brasileiro. A pesquisa foi motivada por estudos similares que encontraram altos níveis de arsênio em arroz de outros países, incluindo a China, Bangladesh e os Estados Unidos.

O arsênio é uma conhecida substância cancerígena e pode causar alterações no corpo humano, levando a doenças vasculares, diabetes e câncer de bexiga e pele, entre outros. Segundo o pesquisador, o nível médio de arsênio encontrado em amostras de arroz brasileiro que examinou foi de 222 nanogramas por grama de arroz.

“Em especial o arroz integral apresentou maiores concentrações, pois, em geral, o arsênio pode se acumular no farelo”, explica o autor da pesquisa Bruno Lemos Batista, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Uma das principais razões para a presença de arsênio é o uso de agrotóxicos que poluem o solo e a água, diz Batista.

Necessidade de controle

Com o aumento de arsênio inorgânico (forma mais tóxica de compostos de arsênio) em carne e grãos em todo o mundo, muitos estão pedindo regulamentações mais claras sobre a quantidade de arsênio permitido em alimentos.

The European Food and Safety Authority (EFSA) aconselha que o consumo diário de arsênio seja limitado entre 0,3 a 8 micro gramas por quilo de peso corporal. No ano passado, um grupo de congressistas dos Estados Unidos introduziu uma legislação para limitar a quantidade de arsênio permitido em arroz e seus produtos.

Batista diz que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária realizou consultas públicas para definir um limite para a concentração máxima permitida de arsênio em arroz, mas até a data não há limites formais criados no Brasil. “O controle não é feito constantemente e não temos leis para isso”, afirma.

De acordo com o Ministério da Agricultura do Brasil e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o arsênio não está entre as substâncias tóxicas monitoradas nos alimentos. Batista diz que uma das razões para a falta de legislação é o insuficiente conhecimento sobre arsênio e sua presença em produtos alimentícios no Brasil.

“Temos poucas informações sobre a concentração de arsênio em diferentes produtos brasileiros, incluindo o arroz por exemplo, e diferentes variedades de arroz. Neste sentido, nossa pesquisa não pode parar”, diz Batista.

Fonte: EpochTimes

sábado, 2 de novembro de 2013

Sistema solar "gêmeo" é descoberto. Semelhanças impressionam astrônomos


Essa semana astrônomos de todo o mundo conseguiram identificar um sistema solar "gêmeo" do nosso, com sete planetas. A descoberta se se trata do sistema planetário que orbita a estrela KIC 11442793, residente há  2.500 anos luz do nosso Sol, na constelação de Cisne.

O que impressionou astrônomos do mundo inteiro foi o encontro do sétimo planeta dentro deste sistema, o que trouxe outra dimensão a sua relevância no âmbito da astronomia.


Apesar de contar com um planeta a menos, o sistema gêmeo apresenta traços muito semelhantes ao nosso sistema planetário entre os quais destacam-se dois planetas parecidos com a Terra, três super-Terras e dois corpos gasosos imensos. Além disto, tal como ocorre em nosso sistema, quanto menor o planeta, mais próximo orbita de sua estrela. O planeta recentemente descoberto tem quase três vezes o diâmetro da Terra e ocupa o quinto lugar de sua formação, da estrela para fora (espaço). Por sua dimensão, este planeta leva apenas 125 dias para completar uma volta em torno de sua estrela.

Uma das coisas mais interessantes desta descoberta foi a participação fundamental de um grupo de astrônomos amadores que colaborou através do site Planet Hunters, processando inúmeros dados obtidos pelo telescópio Kepler, durante sua investigação espacial.

Fonte: N.H - MSN

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Tribunal do México proíbe o plantio de milho geneticamente modificado da Monsanto


Um tribunal mexicano suspendeu a emissão de licenças para multinacionais como a Monsanto, Syngenta e Pioneer GM milho plantio piloto comercial escala experimental no México.

Milho transgênico representa “o risco de dano iminente ao meio ambiente”, argumentou Jaime Eduardo Verdugo, o juiz da Corte Federal do Distrito de Reis Civil importa Cidade do México, informou a imprensa local.

Além disso, o juiz ordenou que o Ministério da Agricultura e Ministério do Meio Ambiente suspender imediatamente “todas as atividades relacionadas ao plantio de milho transgênico no país.”

“A decisão do juiz é o primeiro passo para a melhor proteção da diversidade biológica do nosso país e no pleno reconhecimento dos direitos humanos dos mexicanos a um meio ambiente saudável, à qualidade dos alimentos e do milho como um patrimônio cultural”, Greenpeace disse em seu website.

“A maior conquista desta resolução é que, eventualmente, o Judiciário concordou em participar do debate sobre os danos ou benefícios da introdução de milho transgênico no país”, disse por sua parte organizações sociais que promoveram uma demanda para o tribunal para entregar a sua decisão .

Eles também lembrou que os cultivos transgênicos, bem como ter um impacto sobre a biodiversidade, afetam negativamente o meio ambiente e os agricultores, incentivando o monopólio eo controle da biotecnologia transnacional, com base em nossos grãos.
No entanto, representantes do Ministério da Agricultura advertiu que o México terá que entrar no debate sobre plantio GM, devido à alta demanda por alimentos por parte da população.

“Em algum momento de nossas vidas terá de aprovar, porque a população está crescendo e há milhares de milhões de pessoas sem comida, e essa discussão em breve vai ter que superar”, disse ele.

Fonte: TDA - Brasil DE Fato

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Pelo menos 10 mortos em Miami por bactéria "Vibrio Vulnificus" que devora carne

Bactéria que vive na água salgada mata pelo menos 10 pessoas na Flórida.

Miami (EUA.), 11 out (EFE).- Pelo menos 10 pessoas morreram e outras 32 adoeceram na Flórida neste ano após contrair uma perigosa bactéria que vive na água marinha e que devora carne, confirmou nesta sexta-feira o Departamento de Saúde do estado. Dois dos falecidos residiam no condado de Broward, ao norte de Miami, e o resto, um em cada condado, em Flagler, Glades, Lee, Leon, Monroe, Okaloosa, Santa Rosa e Walton. Em Hillsborough foram detectados quatro casos (o número mais alto nos condados da Flórida) de infectados pela bactéria "Vibrio vulnificus", embora nenhum deles tenha resultado em morte. 

As mortes mais recentes são um homem de cerca de 50 anos, residente no condado de Lee, que faleceu em setembro após se banhar nas águas do Golfo do México, e um turista de cerca 60 anos que faleceu em julho nas mesmas águas, ambos após serem infectados pela bactéria. Segundo as autoridades médicas, os dois homens contraíram a bactéria através de algum ferimento aberto na pele. 

Os outros cinco afetados, todos eles residentes no citado condado, contraíram uma variedade de "Vibrio vulnificus" menos perigosa. Esta bactéria, que penetra no corpo através de um ferimento e precisa ser tratada com antibióticos, costuma afetar especialmente idosos ou pessoas com problemas em seus sistemas imunológicos ou cortes na pele que entraram em contato com água marinha infectada. 

O condado de Lee costuma registrar uma média anual de cinco casos de infectados por esta bactéria. Além disso, uma mulher de 84 anos que contraiu esta infecção teve que amputar a perna em um hospital de Naples, no litoral sudoeste da Flórida. O "Vibrio vulnificus" pertence à família do germe que causa a cólera e costuma se encontrar em águas cálidas salubres, embora também pode ser detectada em marisco cru como ostras. Os sintomas mais comuns são vômitos, diarreia e dor de abdômen. 

A infecção também pode ocasionar úlceras na pele das pessoas afetadas. No começo de outubro, um homem residente no norte do estado foi hospitalizado após contrair esta bactéria ao ser atacado por um caranguejo e, no final de setembro, outro homem faleceu apenas 28 horas após estar em contato também com caranguejos que estavam em armadilhas colocadas no rio Halifax, no centro da Flórida. 

Fonte: R7 - J.N.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Exército dos EUA "copia" armadura de "Homem de Ferro"

O exército dos EUA está a desenvolver uma armadura inteligente capaz de atribuir "força sobre-humana" a quem a usar.

No filme "Homem de Ferro", inspirado na personagem de banda desenhada da Marvel, Robert Downey Jr. dá vida a Tony Stark, um engenheiro multimilionário que decidiu usar parte da fortuna na construção de uma armadura que veste para combater o mal.

A ficção está, agora, mais perto da realidade com o anúncio de que o exército norte-americano reuniu uma equipa composta por industriais da tecnologia, cientistas de laboratórios governamentais e académicos para concretizar o projeto de criar uma armadura similar.

De acordo com a BBC, o fato vai chamar-se "Talos", abreviatura de "Tactical Assault Light Operator Suit", que se pode traduzir como fato ligeiro de operações táticas. Composto por várias camadas de materiais inteligentes, deverá ser equipado com sensores que monitorizam a temperatura, a hidratação e o batimento cardíaco.

Segundo o exército norte-americano, a armadura precisará também de uma ligação à Internet e de uma interface semelhante à do sistema "Google Glass", os óculos inteligentes da Google, que permitem filmar ou ver informações em tempo real.

A cadeia de televisão britânica, avança, ainda, que outros exosqueletos que permitam aos soldados transportar cargas pesadas a longas distâncias já foram testados. No caso, a armadura deverá ser equipada com um sistema hidráulico capaz de aumentar a força do utilizador.

Karl Borjes, conselheiro científico do exército, afirma que o objetivo é criar um exosqueleto completo e que integre várias funcionalidades, desde "armas" a sistemas de "comunicação" e de "monitorização de saúde".

Em entrevista, Gareth McKinley, do "Massachussets Institute of Technology" (MIT), também envolvido na produção do projeto, comparou a armadura à presente nos filmes de Hollywood. "Parece mesmo o Homem de Ferro", constata.

Segundo a BBC, estima-se que o projeto esteja concluído dentro de três anos.

Fonte: J.N. - BBC

Mulher morre após viver 61 anos dentro de tubo de ferro para conseguir respirar

Ela contraiu poliomielite quando criança e seus músculos não tinham força para fazê-la respirar.

Uma mulher norte-americana morreu após viver 61 anos dentro de um tubo de ferro. Ela usava o equipamento para conseguir respirar.

Martha Mason estava imóvel dentro do equipamento, apelidado de pulmão de ferro. Ele funcionava como uma espécie de ventilador, aumentando e diminuindo a pressão do ar para expandir e contrair seus pulmões.

A mulher contraiu poliomielite aos 11 anos de idade, mas não contou para seus pais já que o irmão havia morrido a pouco tempo com a doença. Ela percebeu os sintomas mas não queria chatear mais os familiares.

Mason permanecia deitada todo o dia em um cilindro de ferro, o qual media 2,3 metros de comprimento e pesava cerca de 800 kg. Apenas a cabeça ficava do lado externo.


Ela escreveu um livro com a ajuda de um software de reconhecimento de voz, o qual foi chamado de “Breath: Life in the Rhythm of na Iron Lung”. Ela preferiu usar o equipamento do que a incisão de tubos em sua garganta ou internação hospitalar, já que sentia que isso a deixava mais livre.

Ela viveu nesta máquina mais do que qualquer outra pessoa tenha conseguido. Os cuidados recebidos pelos pais e pela comunidade em que vivia ajudaram-na a superar todo esse tempo.

Fonte: Daily Mail - T.M.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

NASA promete anúncio histórico para o dia 13 de Novembro


A Nasa supostamente criou um SITE especial para anunciar algo que irá “abalar o mundo”. Eles afirmam ainda que o dia 13 de novembro será lembrado pra sempre.

“NASA fez uma descoberta histórica que vai abalar todo o planeta. Este anúncio será liberado para os meios de comunicação em 13 de novembro de 2013. Vai ser um dia para lembrar e uma para os livros de história. Espalhe a notícia para sua família e amigos e inscreva-se para ficar atualizado!”

Será que eles descobriram alguma evidência de vida alienígena? Será algum planeta com condições para suportar a vida? Vamos ter que esperar até Novembro para descobrir!

PS: De acordo com alguns leitores, o site pode não ter ligações com a NASA. No entanto, vale a pena acompanhar.

Fonte: Remember The13th - Arquivo Ufo

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

OVNIs / UFOs pairam sobre navio na costa da Califórnia [Set. 2013]

Não se pode afirmar que estas luzes sejam naves alienígenas, mas como não foram ainda totalmente identificadas, são classificadas como OVNIs (Objeto Voadores Não Identificados).
A pessoa que postou o vídeo primeiramente pensou que se tratavam de tochas de sinalização liberadas de um avião, mas ele ressalta que tochas não voam para cima.  E como pode ser visto no vídeo, realmente elas têm um comportamento um tanto estranho, se é que o vídeo não foi forjado.
Assim, como o vídeo está fazendo sucesso na Internet, aqui está para sua avaliação.

Veja o vídeo e conclua:


Fonte: Ovni Hoje - G.L.P. - Indy Info

domingo, 29 de setembro de 2013

Céu russo iluminado às 2h da manhã! Projeto Blue Beam?


Os moradores da cidade russa de Chelyabinsk, há poucos meses tornou-se mundialmente famosa pela queda de um meteorito em seus arredores, puderam ver no céu noturno outros fenômenos incomuns. O céu da cidade russa iluminou a noite de 15 de junho com um brilho extraordinário e impressionante similar à aurora boreal, fenômeno que é completamente impossível de ocorrer em latitudes em que está localizado Chelyabinsk.



Ainda não se sabe se o brilho foi causado por alguma atividade humana ou teve uma origem natural, embora testemunhas disseram que nunca em sua vida tinha visto nada parecido.

Entre as versões sobre a origem da anomalia misteriosa a mais aceita é a de que é um reflexo da luz nas nuvens, mas considerando o céu escuro quando aconteceu, esta fonte de luz deve ser muito poderosa.

O meteorito que caiu em 15 de fevereiro, na região dos Urais da Rússia, deixou mais de 1.200 feridos. Os danos causados ​​pelo impacto de fragmentos de meteoritos são estimados em 1,000 bilhões de rublos (33.500 mil dólares).

Algumas especulações dizem que a luminescência no céu pode ser devido a algum tipo de poeira que teria deixado meses atrás meteorito que caiu na área. Outros argumentam que ele poderia ser um teste de algum tipo de arma que visa projetar imagens holográficas no céu como parte de um projeto secreto chamado Blue Beam.

Mais racionais postulam a possibilidade de que seja uma coroa magnético produzido por erupções solares que são misturados com partículas de gelo da atmosfera, embora esta versão foi refutada desde que não tenham sido grandes eventos solares nos últimos dias.

O mistério ainda está lá e a especulação está acontecendo todos os dias.

Fonte: Verdade Mundial - O.C.D.D.

sábado, 28 de setembro de 2013

Nasa planeja lançar balão gigante para estudar Cometa ISON


Explorando os céus com naves espaciais e telescópios em órbita extravagantes como o Hubble é coisa muito rotineira para a NASA. Mas a agência espacial vai de baixa tecnologia para obter uma boa olhada em um cometa ansiosamente aguardado. A agência espacial planeja lançar um balão - sim, um balão - para estudar o cometa ISON, o cometa tão esperado, que muitos esperam um "grande espetáculo" celeste nos próximos meses. Astrônomos estão lutando para descobrir maneiras de aprender mais sobre o cometa, e é aí que o balão entre. Este não é o tipo de balão você comprar para as crianças em uma loja de festa, mas eles têm algumas coisas em comum.

NASA diz que seus balões científicos são feitos de filme de polietileno como o material em sacos plásticos, e ele vai ser preenchido com hélio, assim como um balão de festa. Mas os balões da Nasa pode transportar uma carga pesando £ 8.000 (3.600 kg), ou sobre o peso de três carros pequenos. Tem uma gôndola para transportar os instrumentos. Algumas semelhantes  balões podem voar até 26 quilômetros de altura e permanecer por até duas semanas.

Veja um vídeo do Observatório Terahertz estratosférico (STO), lançado em 15 de janeiro, 2012 a partir Antártida. Estudou grandes nuvens moleculares densas no céu do sul da Via Láctea.



O balão de 671 metros de altura que irá monitorar ISON é chamado BRRISON, ou balão de resposta rápida para ISON. De acordo com a NASA, ele irá flutuar sobre 120 mil pés acima da Terra para observar o cometa - e outros alvos da ciência - usando um telescópio e outros instrumentos. Espera-se para ficar de nove a 11 horas.

"Ao subir acima de 99,5% da atmosfera da Terra, BRRISON será capaz de estudar os materiais dentro do cometa," Andy Cheng, investigador principal, disse no site da BRISSON. "É possível que a água e produtos químicos orgânicos sobre os cometas podem ter desempenhado um papel importante na evolução da vida na Terra."

O lançamento, do Columbia Scientific Facility Balão da Nasa, em Fort Sumner, no Novo México, está prevista para 8 pm, no sábado, se o tempo permitir.

Cometa ISON está se aproximando de Marte em seu caminho em direção ao sol, e vai voar cerca de 730.000 quilômetros acima da superfície do sol em 8 de novembro. Se ele sobreviver, ele poderá iluminar e causar um grande show quando estiver na órbita da Terra, em seu caminho de volta para os confins do sistema solar. Entusiastas esperam a possibilidade de vê-lo sem binóculos ou telescópios.

Sua maior aproximação à Terra seria 26 de dezembro e pode ser visível do Hemisfério Norte durante semanas no início de 2014.

O cometa foi descoberto por astrônomos russo Vitali Nevski e Artyom Novichonok em setembro de 2012. É nomeado após seu programa de pesquisa céu noturno, a International Scientific Optical Network, um grupo de observatórios em 10 países organizados para rastrear objetos no espaço.

Astrônomos amadores já estão postando fotos e fazendo cálculos sobre o futuro do cometa. Para quem quiser tentar rastrear o Cometa ISON, a NASA tem algumas dicas em seu site SolarSystem

Fonte: Astro Watch - CNN - Relatos Mundiais

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Queda de suposto meteorito assusta zona rural de Recife (PE)


Moradores do Povoado Borracha, localizado na zona rural do município de Vicência, a 83 quilômetros de Recife (PE), estão assustados com a queda de um suposto meteorito, ocorrida da última segunda-feira (23) por volta das 15h30.

Segundo a prefeitura de Vicência, a Defesa Civil do município e um geólogo vão ao distrito de Borracha nesta sexta-feira (27) para coletar o material e enviá-lo para o ITEP (Instituto de Tecnologia de Pernambuco). A Defesa Civil pede que os moradores não entrem em pânico e que acione o órgão quando ocorrer qualquer problema.

A pedra, que tem cerca de 1,2 quilo e 20 centímetros, teria caído a pouco menos de um metro do marceneiro Adeildo Silva, que estava na calçada de sua oficina consertando uma carroceria de madeira. Silva contou que antes de a pedra "queimada" cair escutou um barulho e, logo em seguida, sentiu um impacto no chão.

"Abriu um buraco no local que a pedra caiu. Tive medo do barulho, mas quando vi que era uma pedra peguei e vi que ela é diferente. Tem a cor preta. A pedra estava muito quente de um lado e do outro completamente fria. É muito estranho tudo isso", disse ele ao UOL, destacando que quer saber se o suposto meteorito tem algum valor comercial para colocá-lo à venda.

Ao escutar o forte barulho, os vizinhos de Silva saíram de suas casas para a rua e correram para o local para observar a pedra.

A estudante Renata Bezerra disse que escutou o estrondo e se assustou. "Saí correndo para a rua para ver o que tinha acontecido e foi quando vi que a pedra estava no chão da calçada do meu vizinho. Eu acredito que seja um meteorito porque já li algo parecido nos livros", opina.

O agricultor Olegário Bezerra da Silva estava sentando na calçada quando escutou o barulho e ainda entrou correndo para casa para se proteger, mas revolveu ver o que tinha acontecido em frente à casa de Silva.

"Pensei que a fiação elétrica tinha estourado e feito o barulho. Mas quando fui olhar, o local que a pedra caiu estava com um buraco. É uma pedra diferente das que têm na terra. Essa pedra caiu do céu, não tem como alguém ter jogado aqui", disse o vizinho do marceneiro.

De acordo com o Observatório Nacional, desde a quarta-feira (25) está acontecendo uma chuva de meteoros sobre a Terra, conhecida pelo nome de Oriônidas.

O fenômeno no espaço registra uma queda de 20 a 25 meteoros por hora e pode ser visto durante à noite. A chuva de meteoro ocorre até o dia 25 de novembro, mas o pico de intensidade será entre os dias 21 e 22 de outubro. As condições de observação não serão favoráveis, no entanto, já que a Lua estará na fase cheia passando à minguante.

Fonte: UOL - B.J.A. - Pinheirinho